quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Sobre o reganho de peso - pandemia - e o emocional

 Então lá se vão dois anos desde que atingi meu peso mais magro seguindo insistentemente plano alimentar, malhação, grupo de ajuda mútua e terapia para emagrecer. A fórmula deu super certo, mas...

Esqueceram de me explicar algumas coisas:

Imprevistos improváveis podem levar a uma tensão punk que poderá fazer a pessoa aqui engordar;

Depois que se emagrece, mesmo mantendo uma alimentação super saudável, há um tal "chá de játobão" interior que faz o magro acreditar que comer doces e farináceos "não dá nada";

Há o reganho saudável de até 20% do peso eliminado. Isso é real, acontece que sem essa consciência, o efeito emocional pode ser pesadão;

Pandemia sem grana e tempo para investir em equipamentos e personal, provavelmente vai engordar...

E voilá, eu engordei. 

Dos 108kg emagreci até os 64kg, fui para 68kg, passei 2019 com 70/71kg, bati nos 78,5kg nessa pademia, e cá estou com 76kg. Parece uma novela infinita, parece Grey's Anatomy... afff... que saco. 

Minha cabeça briga com meu corpo, meu corpo ignora minha cabeça. O fato é que estou a 5 meses com uma nutri incrível (que me acompanhou dos 72kg aos 78kg) e agora regulou meu plano alimentar para focarmos no emagrecimento.

Algumas considerações dela vou elencar dada relevância:

- Estresse engorda;

- O peso não é tão importante assim;

- Não adianta emagrecer se a pessoa não está pronta para transformar sua relação com todas as refeições;

- A grande maioria das pessoas engordou nessa pandemia.

É isso, são fatos. Portanto, se você foi uma dessas pessoas que nutriu uma baita admiração por mim por ter me visto emagrecer tanto (e provavelmente é algo que você também está buscando), pode me "desadimirar". Sou humana, falha... E assim como a princesa Fiona... eu engordo e emagreço... depois engordo de novo... e sei que vou emagrecer de novo. Mas não é aí que mora o meu valor... Isso é só um aspecto físico. 

Chega de pirar a cabeça por conta de peso na balança. Vou cuidar da minha saúde, buscar novas conquistas, me alimentar direito, me exercitar para manter a cabeça e o corpo sãos. Tocar meu barco... e viver.

Sugiro que você faça o mesmo.

sábado, 11 de agosto de 2018

Espero não me esquecer

Às vezes passa pela cabeça a ideia q não preciso ser tão organizada, não preciso levar meu plano tão a sério. Mas a ideia de que pequenos desvios me levem a uma grande recaída como já vivi diversas outras vezes é assustadora.
Preciso entender que hoje minha relação com a comida é outra, totalmente outra. Que isso é pra minha vida, e não por um momento específico. É uma vida saudável em razão do que eu quero para mim. Abrir mão de vez da “cabeça de gorda”. Já sei que gosto tem todos os doces de todas as festinhas. Não há nada de novo. Já sei qual o barato que dá.
Não preciso mais disso. Só por hoje.
É a história do “não sou eletrodoméstico pra ficar me testando”. Com essa doença não se brinca.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Fotos de Antes e Depois

Sei que as pessoas curtem essas fotos.

Eu também curto.

E gosto de me comparar, de pensar em medidas, em altura x peso, em percentual de gordura.

No meu perfil do instagram eu tenho publicado muitas fotos minhas atuais, algumas de antes. Hoje tirei uma foto minha que fiquei impressionada com o formato do meu braço.

Olha só que magrela:



Então segue lá:

https://www.instagram.com/dhenisegalvao/?hl=pt-br


@dhenisegalvao

Ah, olha essa atual e antes que meu psicólogo Marcelo Coutinho colocou no instagram dele:

https://www.instagram.com/p/Bk74yQzHZbq/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=ok1r4jvdqve5




sábado, 30 de junho de 2018

Em busca de um desenvolvimento espiritual


Então eu tenho gostado muito da prática regular de oração e meditação. Gosto de ter uma religião para aprender e me concentrar na busca espiritual.

Na prática da oração eu falo diretamente e sem rodeios qual é a minha vontade para mim. Depois peço um momento de silêncio para minha mente, para que meu PS possa se comunicar comigo dizendo qual a Sua vontade para mim. E que seja feita essa vontade do PS.

Eu já sei que as minhas vontades me levam para o buraco. Eu já aprendi que saciar as minhas vontades, por mais que pareçam tão certas, me levam a grandes arrependimentos. Então hoje preciso pedir pra que eu me desapegue da ideia infantil de que as minhas vontades precisam ser realizadas.

É complexo pq eu tenho um padrão de conquistadora e um temperamento colérico que não desiste até conseguir aquilo que quero.

Mas tenho pedido para Deus me orientar em identificar o que merece e o que não merece todo o meu esforço.

Para cada vontade, para cada escolha, preciso fazer uma renúncia. Então tenho feito o exercício de refletir sobre isso antes de tomar uma decisão.

Outra prática que me ajuda muito é me perguntar se, além de querer, eu preciso ou posso obter o que eu tanto quero. Normalmente a resposta é não. Então tenho saído fora.

Quando a resposta for sim as três perguntas, então posso fazer uma escolha segura.

As perguntas:

1 - Eu quero?
2 - Eu preciso?
3 - Eu posso?

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Amor é para quem?

Eu estou aqui na fila do combustível (ótima oportunidade para muitas reflexões) e pensando cá com meus botões o quanto estou mais perceptiva.

Essa questão de viver uma alimentação saudável, sem comer compulsivamente, sem comer alimentos que levam quase que invariavelmente para uma recaída na comilança me deixou muito mais sensível, com uma percepção muito mais aprofundada de mim.

É muito difícil lidar com isso, pois muitas coisas doem: muitos sentimentos e lembranças são doídas e difíceis de serem digeridas.

Por muitos anos eu me habituei a lidar com essas dores do passado por meio da comida, criei o hábito de resolver problemas comendo. Então hoje, quando eu estou fragilizada ou derrubada por uma emoção forte, eu preciso aprender a lidar de uma forma real, preciso encarar de frente a dificuldade.

A comida frequentemente me trazia uma falsa sensação de bem estar emocional, acrescida de um desconforto físico grande.

Hoje, e só por hoje, a comida para mim é alimento, é fonte de nutriente. Tenho tomado muito cuidado com os alimentos que engordam, pois eu engordo muito fácil.

Agora estou encarando um processo de reconstruir as minhas relações afetivas. Eu contruí uma relação afetiva com a comida ao longo desses anos, então eu preciso desconstruir isso.

Então, essa história de "eu amo determinado alimento", "estou com saudade de determinado alimento", eu ainda tenho isso e não quero mais. Não acredito que seja legal ficar construindo emoções com alimentos.

A consciência vem de entender que existem alimentos que me dão prazer quando eu como. Eu escolho alimentos extremamente prazerosos nas minhas refeições, mas dentro do saudável, do adequado, do meu plano alimentar.

Agora preciso aprender a desenvolver afeto por pessoas, o que é algo bem mais complicado. É mais fácil pra mim dizer que eu amo queijo.

Para encontrar essa reconstrução, eu preciso olhar fundo para dentro de mim e acessar o momento que fez com que eu deturpasse as minhas relações afetivas...

Essas questões são algumas das que habitam o mundo complexo da Dhenise. Eu tenho buscado destrinchar esse mundo complexo para me reconhecer e por fim, me amar. Afinal, eu sou a pessoa mais importante da minha história. Se não consigo me dar amor, como posso amar ao próximo.

Parece balela, mas é meu momento real. Quero conseguir dizer que me amo tanto quanto eu amo um pedaço de um queijo gostoso.

E deixar o queijo gostoso para as refeições livres.

Pronto, chegou a minha vez.



quinta-feira, 17 de maio de 2018

O Monstro do Espelho

Algo que eu não tinha percebido:

No ano passado, para quem conviveu comigo, eu falava muito do monstro do espelho. E ontem eu lembrei dele.

E lembrei de coisas muito legais do início da minha saga (e de quando cheguei ao meu peso máximo).

Em 2015 eu fui conversar com uma médium que me falou assim:

"Dhenise, a beleza que você procura não está na sua forma física. Não está nos traços bonitos do seu rosto. A verdadeira beleza está no brilho dos seus olhos e na verdade do seu sorriso, é aí que mora a sua beleza.

Não adianta nada ter um corpo lindo, ter um rosto lindo, um narizinho grego se você não tem brilho nos olhos e não tem um sorriso honesto e verdadeiro. Você nunca vai ser uma pessoa bonita se você não olhar pra vida com alegria."

E eu fiquei muito marcada por isso, mas ainda assim com muita dificuldade em ver beleza em mim. Eu cheguei em 2017 brigando comigo e com minha aparência, me achando profundamente feia, até que teve um momento em que eu consegui olhar no espelho e enxergar que por trás daquela gordura existia beleza. Existia beleza no brilho dos meus olhos e em um sorriso sincero que às vezes aparecia.

E assim eu fui fazendo as pazes com o monstro no espelho. Me permiti gostar mais de mim e ser mais minha amiga, e lógico que veio, com muita ralação, a recuperação física.

Hoje é fácil gostar da minha imagem no espelho, é simples, é agradável.

Eu não me acho uma pessoa linda, acho meu nariz meio torto pra baixo esquisito, tenho umas expressões meio nervosas. No meu corpo então nem se fala. Tem umas gorduras que eu não queria ter.

Mas é só por hoje.

O bicho que pega agora é encarar os monstro interiores. Esses aí são muito mais fortes e agressivos que o monstro no espelho do ano passado.

Aquele monstro no espelho que eu via era uma ilusão, não era real.  Eu estava olhando para um imagem e tendo preconceito comigo mesma. Afirmava que não tinha problema, que não tinha preconceito em relação aos outros, mas eu estava sofrendo de preconceito em relação a mim.

E hoje, que sou amiga da minha aparência, travo brigas com monstros interiores muito mais bravos. Monstros que parecem reais. Grandes monstros.

Se eu estou fazendo musculação, tenho a impressão que esses monstros interiores estão fazendo crossfit. Eles estão piores e prontos para me derrubar.

A única força que encontro para esses monstros não me derrubarem está em compartilhar com amigos de confiança as minhas dificuldades. Está nos outros, não está em mim. Eu enfraqueço os monstros quando eu abro o jogo.

Tenho passado por situações difíceis de lidar e sei que a chave para desativar os monstro está nos outros, está em não guardar mais para mim.



domingo, 13 de maio de 2018

TOWANDA

Engordar não é uma coisa horrível, um karma, uma maldição. É algo que acontece com qualquer pessoa na face da terra. Existe uma porção de fatores que leva uma pessoa a engordar muito para além dos hábitos alimentares... para emagrecer eu precisei primeiro me compreender profundamente. Me aceitar. Entender que qualquer pessoa que estivesse na minha pele, por mais guerreira e saudável que fosse, teria engordado.

Os sentimentos engordam. As insatisfações do dia a dia. As pequenas frustrações, as grandes batalhas. Eu engordei muito por uma série de razões que hoje conheço e respeito.

E para emagrecer precisei primeiro aceitar. Precisei me amar. Precisei acreditar em quem acreditava em mim.

Precisei apertar o botão de pause em todas as coisas e pessoas importantes para poder cuidar de mim em primeiro lugar. Precisei compreender que não preciso ser amada por todos, apenas por mim é o suficiente. Precisei amar e respeitar as pessoas ao meu redor independente da aparência ou peso delas.

Agora o desafio é manter um padrão de vida saudável. É me cuidar para que as pedras do meu caminho não me levem de volta para velhos abismos. Me colocar em primeiro lugar e em seguida olhar para quem está ao meu redor, junto de mim.

Preciso estar atenta e consciente que posso recair, que posso engordar, mas sempre poderei levantar e seguir em frente por 24 horas melhores.

1 dia abstinente é um dia bem sucedido.

O que eu desejo pra mim, desejo pra vocês: vida entre as refeições.